Ação de Graças
Episódios de Ação de Graças são a coisa mais clássica de sitcoms. E é claro que a sitcom mais clássica de todas teria os melhores episódios do tipo. Quem se esquece do dia em que Brad Pitt (ok, o amigo de Ross do colegial) invade a casa dos Friends e deixa Phoebe totalmente desconcertada? Nunca nenhum personagem representou tão bem o público quanto Phoebe o fez neste capítulo.
Ainda dá para destacar o episodio em que Chandler se tranca numa caixa, aquele que Joey come um peru inteiro, o que Monica tem que cozinhar coisas com mockolate, aquele que Phoebe faz uma regressão astral para o tempo em que era uma peregrina, o que os friends se dividem para jogar futebol americano e tantos outros.
Canções de Phoebe
Smelly Cat é um clássico do cancioneiro das séries! Mas ainda há baladas tristíssimas como aquela em que ela canta no metrô: “It’s like a giant pingeon… Craping on my heart…”. Tem como não rir?
E quando ela finalmente grava o clipe de Smelly Cat e não se dá conta de que sua voz foi susbtituída pela de outra cantora? Para deixar mais engraçado, ela considera o quanto é diferente se ouvir à partir da TV e não de sua própria cabeça. Uma pena que sua carreira nunca deslanchou e não pudemos conferir uma apresentação dela numa grande casa de shows. Mas o que vimos no Central Perk valeu!
Vinheta Empolgante
Vai, assume aí: você também batia palma quando conferia a vinheta da série! Todo mundo faz isso. E todo mundo sempre assistia (e assiste) atento às cenas de melhores momentos, relembrando quando aconteceram e o que aconteceu naquele episódio. A vinheta mudava a cada temporada, mas a canção da banda The Rembrandts continuava tão empolgante quanto da primeira vez que ouvimos. É uma das melhores e mais simples vinhetas da TV.
Branquinhos e perfeitinhos
Uma das maiorias ‘acusações’ que Friends já recebeu foi a de não ser uma série de mesclas. Todos os seis amigos são branquinhos, bonitinhos e de sorriso lindo. Onde estão os negros? Onde estão os asiáticos? Os gays? O mais away da galera era um descendente de italianos. A outra opção era uma moradora de rua loira e linda.
Os excluídos acabavam aparecendo vez ou outra, na pela de um namorado ou amigo de um dos friends, como a namorada “chinesa” de Ross – logo nos primeiros anos da série – ou o casinho romântico de Joey e Ross – logo nas temporadas finais. Mas nada fixo.
Vale destacar que Friends comentava muito a cultura judaica, afinal alguns de seus personagens, além de seus criadores, eram judeus. E só.
A Troca de Casas
Aquele lero de apostar o apartamento foi uma das coisas mais chatas que aconteceram em Friends. Talvez a culpa seja do meu TOC, mas eu realmente não vi graça em ter Chandler e Joey vivendo no apartamento de Monica e Rachel. A não ser quando a dupla de meninas invadiu o apartamento que era delas, trocaram todos os móveis e voltaram a viver onde moravam antes.
Aquilo foi engraçado à mesma medida em que foi triste vê-los deixando a chave na bancada no último episódio, sinalizando o fim do seriado.
Ross e Rachel
Ai, isso deu no saco, hein? Nunca vi um plot tão loooooongo (o de Ross e Rachel estarem dando um tempo) e sem graça. Mas sempre era piada e estava na boca dos personagens. Até aí, normal, é uma série de TV na qual a protagonista (Rachel) avança e cresce em sua vida a medida que se relaciona com seu antagonista (Ross) – pois antagonista não é necessariamente um vilão, mas alguém que é contrário ao protagonista.
O plot central de Friends é o casal, particularmente, o desenvolvimento da filhinha de papai mimada que foge do casamento e reencontra a amiga que por um tempo não teve contato. E, se cabe um elogio na seção de se falar mal, Friends conseguiu evoluir sua linha principal fugindo dela e ainda assim agradando seu público.
Assim como Seinfeld, Friends era uma série sobre o nada em que, a cada episódio, trazia seus personagens reunidos em uma situação adversa fazendo o público rir muito.


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